quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Inter acha difícil manter Damião, e empresário prevê valor histórico


A lambreta de Leandro Damião no jogo contra a Argentina, nesta quarta-feira, em Córdoba, quase aumentou para 41 itens a lista de gols do centroavante em 2011. A bola parou na trave, mas valeu, em termos de valorização, como se tivesse entrado. O nome do jogador voltou a ser comentado mundo afora. A valorização do atleta aumenta a cada partida.
Antes do jogo na Argentina, o presidente do Inter, Giovanni Luigi, já previa dificuldades em manter Damião em 2012. O clube elabora um projeto de marketing para aumentar as chances de permanência. Mas está longe de dar isso como garantia à torcida.
A multa rescisória de Leandro Damião é de 50 milhões de euros – R$ 118,5 milhões. O clube já rejeitou propostas que se aproximaram de R$ 47,4 milhões. A diretoria não tem uma noção exata do valor de mercado que o camisa 9 alcançou depois da bicicleta contra o Flamengo, dos dois gols na decisão da Recopa, do primeiro gol pela Seleção Brasileira e das três bolas na rede contra o Palmeiras. Mas acredita que ainda está inferior à multa.
- Não acredito nisso. Sabemos que o mercado europeu não paga valores muito altos por atletas sul-americanos. Eles preferem esperar que o jogador vá para lá, fique uns dois anos e aí seja revendido – disse Luigi.
A diretoria sabe que a janela de janeiro paga, geralmente, menos do que a de agosto, fechada pelo Inter para os interessados em Damião. Mas já avisa que é inevitável vender um atleta no início do ano, e não existe nome mais natural do que o centroavante.
- Não vendemos ninguém em agosto. Não poderemos fugir da próxima janela – completou Luigi.
Leandro Damião comemora gol do Internacional sobre o Flamengo (Foto: Roberto Vinicius / Agência Estado)Damião tem 40 gols na temporada: lambreta ficou no quase (Foto: Roberto Vinicius / Agência Estado)
Enquanto isso, o empresário de Leandro Damião, Vinícius Prates, prevê um valor histórico para a venda do goleador. Ele acredita que as cifras envolvidas pelo menos se aproximem dos US$ 32 milhões da negociação de Denílson, do São Paulo, para o Betis, da Espanha, em 1998 – em valores atuais, são R$ 54 milhões.
- Ele vai ficar num patamar do negócio mais lucrativo do Rio Grande do Sul. A próxima janela é de reposição, e os clubes não costumam fazer investimentos altos. Mas sabemos a valorização. Acho que ele chega perto do patamar da venda do Denílson – afirmou Prates à Rádio Gaúcha.
A venda mais lucrativa que o Inter já fez foi de outro atacante formado em suas categorias de base. Em 2007, Alexandre Pato rumou para o Milan por US$ 20 milhões – atuais R$ 34,2 milhões.
 

Kleber pede fim das 'picuinhas' e promete mudança de postura


Kleber do Palmeiras durante entrevista (Foto: Diego Ribeiro / GLOBOESPORTE.COM)Kleber pediu o fim das 'picuinhas' no Palmeiras
(Foto: Diego Ribeiro / GLOBOESPORTE.COM)
O atacante Kleber volta ao time do Palmeiras no jogo contra o Avaí, domingo, em Florianópolis, falando em “mudança de atitude”. O Gladiador, que não atuou contra Botafogo e Cruzeiro (por lesão no joelho) e Inter (suspenso), diz que é hora de deixar as “picuinhas” de lado e pensar somente na equipe. A declaração foi feita em entrevista ao site oficial do clube. Kleber não explica quais seriam essas “picuinhas”, mas exaltou a “lavagem de roupa suja” feita entre elenco e diretoria, na terça-feira.
- A gente precisa parar de reclamar, parar com algumas picuinhas, com coisas pequenas que ficamos levando e guardando. Isso prejudica, por isso vamos esquecer e pensar mais no Palmeiras – declarou o jogador
Kleber se disse feliz por voltar ao time. Foram dois jogos fora por lesão e um por suspensão. Ele prometeu se doar mais em campo.
- Vou voltar e mudar a postura. Estava pensando em casa e tenho certeza que chegou a hora de mudar. O Kleber vai ser um jogador diferente do que vinha sendo. Chegou a hora de se doar mais – disse Kleber.
- Precisamos mudar nossa atitude e ir para cima da vitória. Eu, particularmente, serei um jogador diferente daqui para frente e espero que todos pensem assim – emendou o jogador.
Sobre a reunião entre o presidente Arnaldo Tirone e membros da diretoria com o elenco, na última terça-feira, Kleber disse que considerou o papo proveitoso.
O Kleber vai ser um jogador diferente do que vinha sendo. Chegou a hora de se doar mais"
Kleber, falando em terceira pessoa
- A conversa foi muito boa para gente expor algumas coisas. O presidente e a diretoria também colocaram alguns pontos do que eles têm visto do lado de fora. Posso dizer que a diretoria tem se esforçado muito para nos ajudar. E nós, jogadores, sabemos que o esforço tem sido grande por parte da direção. Até por isso, precisamos dar o nosso melhor.
A reunião de terça-feira terminou com um pacto pela classificação para a Libertadores de 2012. O Palmeiras venceu apenas um dos últimos dez jogos no Brasileirão, e caiu para oitavo lugar.
- Precisamos realmente mudar e sabemos que a fase agora é decisiva. Não podemos deixar escapar até mesmo a chance de disputar a Libertadores. Vamos dar um gás nessas 15 rodadas que faltam e colocar o coração na ponta da chuteira, comer grama e jogar com amor e inteligência. Queremos subir na tabela e para isso vamos tentar dar uma arrancada já a partir desse domingo – disse Kleber.
Tesão
O Gladiador admitiu que o time se deixou abater pelos recentes resultados ruins e cobrou mais empenho dos companheiros. Ele não falou em racha no grupo, mas reconheceu que é hora de todos “pensarem mais no Palmeiras”.
- Precisamos ter um espírito diferente. Às vezes faltam poucas coisas, que é desatenção. E não só desatenção, mas às vezes um pouco de tesão. Aquele espírito de ganhar uma bola, de dividir forte sem ser desleal, de dar um carrinho a mais... Às vezes a gente fica chateado com algumas coisas e esquece de outras que são muito maiores. A gente esquece do clube, que é maior do que todos nós; esquece do torcedor... A gente precisa pensar mais no Palmeiras, na torcida e também em nós mesmos, nas nossas famílias, no que a gente quer para a nossa carreira – desabafou Kleber.
 

Neymar evita falar de Ceni e diz que faltou entrosamento para a Seleção


neymar desembarque seleção brasileira (Foto: Sergio Gandolphi/Globoesporte.com)Neymar no desembarque da Seleção, em Cumbica
(Foto: Sergio Gandolphi/Globoesporte.com)
Noventa segundos. Este foi o tempo que demorou o desembarque de Neymar, em São Paulo, depois do empate sem gol entre Brasil e Argentina, no Superclássico das Américas, em Córdoba-ARG, na quarta à noite. O atacante do Santos respondeu perguntas sobre o jogo do Brasil, o clássico sobre o Santos, mas quando o assunto foi a polêmica com Rogério Ceni, ele saiu andando.
Na segunda-feira, durante o programa "Bem, Amigos", do Sportv, questionado sobre a maneira como os adversários marcavam Neymar, e sobre o número de faltas que o atacante recebe, Rogério Ceni disse que em muitas situações o atacante simula. O assunto ganhou repercussão ao longo da semana, fazendo com que o estafe de Neymar publicasse em seu site oficial um texto classificando o camisa 1 do São Paulo como "chato".
No desembarque nesta quinta, Neymar não falou sobre o assunto. Quando foi questionado sobre a polêmica com o são-paulino, deixou o aeroporto rumo ao carro que o levaria direto para Santos, cercado por dois segurança do clube. Respostas? Apenas sobre Seleção Brasileira e o clássico do fim de semana contra o Corinthians, no Pacaembu.
- O nosso time criou, mas achei que faltou um pouco de entrosamento, que a gente só vai adquirir com o tempo. Mas tenho certeza que vai melhorar (para o próximo jogo), porque somos trabalhadores e estamos sempre em busca disso - avisou o atacante, que ainda não marcou desde o nascimento de seu filho, Davi Lucca.
Clássico
No próximo fim de semana, Neymar vai reencontrar em campo a dupla de volantes da Seleção Brasileira na quarta-feira: Ralf e Paulinho. Os dois terão a missão de parar o craque do Santos no duelo contra o Corinthians, no Pacaembu. E a partida já começou a ser discutida nos bastidores do grupo brasileiro que foi à Argentina.
- Eu já brinquei com eles e disse que eu vou pra cima. Eles brincaram e pediram para eu aliviar, mas eu disse que não posso, preciso vender o meu peixe - completou o camisa 11 do Santos.